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Nefrolitotripsia Flexível

  • igorcoimbraurologi
  • 16 de jul. de 2022
  • 2 min de leitura

É cada vez mais comum, devido ao aumento da disponibilidade de exames de imagem, como tomografia e Ultrassonografia, que pacientes que faziam um check-up ou investigavam outras doenças, acabem se deparando com um ou mais cálculos no rim. As famosas pedrinhas, levam a preocupação imediata e o urologista é procurado. Mas como e quando devemos de fato tratar a litíase?

Em primeiro lugar, devemos ter tranquilidade uma vez que pedras no rim, enquanto encontram-se paradas ali, não costumam ser causa de dores ou sintomas urgentes. O primeiro passo é ter uma consulta com um urologista de sua confiança, que irá avaliar o caso especificamente, analisando tamanho, localização e densidade do cálculo para decidir junto a você a melhor conduta.


Frequentemente encontramos cálculos que devem ser operados, ou pelas características do mesmo, ou pelas condições do paciente. Neste cenário, um dos melhores aliados que temos na prática cirúrgica é o ureteroscópio flexível.

A ureteroscopia flexível é relativamente nova dentro da urologia, e, portanto, nem todos os urologistas estão habituados ao seu uso. O aparelho, consiste em uma câmera associada a uma via de irrigação e um canal de trabalho, que possibilita ao urologista adentrar pela uretra do paciente, subir os ureteres, previamente dilatados ou não e olhar o rim por dentro, com possibilidade de movimentar lá dentro a câmera. Neste ponto, é possível através de um laser especial, a fragmentação dos cálculos e a remoção dos fragmentos com uma ‘’cesta’’ chamada dormia. O Resultado é uma cirurgia que quando bem indicado tem resultados fantásticos, sem nenhuma cicatriz ao paciente, e com possibilidade de retorno precoce as atividades. Em grande parte das vezes o paciente volta para casa no mesmo dia.

Então é uma cirurgia perfeita? Não, dentro de toda medicina temos uma grande falta de soluções perfeitas. A Ureteroscopia flexível é feita com uso de uma bainha, passada pelo ureter que facilita a passagem do aparelho. Alguns pacientes, tem ureteres estreitos que dificultam a passagem do aparelho e se ‘’forçados’’ podem ser machucados. Como pensamos sempre em não causar dano, em muitos casos optamos por deixar um dispositivo chamado duplo jota para dilatar os ureteres e assim diminuir a chance de lesão durante a cirurgia, feita então em 2 tempos.

Cada vez mais me convenço que o mais importante em todo procedimento médico é uma indicação precisa e uma conversa franca e aberta com o paciente. O urologista deve sempre ter como prioridade a segurança, e o paciente, as vezes preocupado com o problema procura uma solução rápida e as vezes intempestiva. Converse sempre com seu urologista e decidam juntos os passos do seu tratamento. Entenda sobre o que você vai se submeter.


Conheça e confie sempre no médico que irá fazer seu tratamento.


 
 
 

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